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Habitação participa de seminário no CIESP

 

27/10/2014

Histórias de determinação e dos altos e desafios até das reflexões da mãe e da profissional foram apresentadas no 1º Seminário Mulheres no Mundo dos Negócios e da Tecnologia, realizado na terça-feira, 21 de outubro, no Ciesp Campinas. O evento reuniu mulheres em carreiras da gestão pública, executivas e engenheiras. O evento foi uma realização da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo, o IEEE Women in Engineering, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, com a parceria da Sanasa e do Ciesp Campinas.  
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo, Samuel Rossilho e a gerente regional do Ciesp Campinas, Paula Carvalho abriram o seminário. Rossilho explicou que ao final do evento, foi elaborado a 'Carta de Campinas com Políticas Públicas para as Mulheres e sua inserção ativa no mercado de trabalho'. “O objetivo é entregar o documento para o prefeito Jonas Donizette e outras autoridades da cidade, como forma de estabelecer diretrizes para a valorização profissional feminina”.
Além da Carta, o evento foi importante porque abre espaço para outros desdobramentos importantes e propostas de políticas públicas voltadas às mulheres, segundo Andrea Santos de Deus, assessora de Desenvolvimento Econômico e organizadora do Seminário. Ao todo foram três mesas.
A primeira foi a Mesa "Gestão Pública e a Participação das Mulheres". As secretárias municipais Emmanuelle Alkmin, de Direitos da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida; Janete Valente, Cidadania, Assistência, e Inclusão Social e Ana Maria Amoroso da Habitação, junto à coordenadora geral do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Cléo Dias, trataram os desafios às mulheres em carreiras da gestão pública. “A cada dia que passa as mulheres estão ganhando mais espaço e se tornando mais autoconfiantes. Dessa forma se envolvem mais na área da tecnologia,  buscam maior qualificação e se mostram prontas para encarar novos desafios ”, contou Ana Amoroso.  
A segunda mesa focou o tema 'Mulheres no Mundo dos Negócios'. As diretoras Alexandra Caprioli, de Turismo; Mariana Savedra, de Desenvolvimento Econômico, e a Assessora da Presidência da Sanasa, Adriana Leles, trataram as oportunidades e condições para a mulher alcançar posições de alta liderança nas organizações e as possibilidades para atingirem destaque no mundo corporativo. Alexandra destacou que, mesmo sendo originária do setor de transportes, um segmento majoritariamente masculino, teve a oportunidade de crescer em uma família em que as mulheres sempre ocuparam posições de liderança. Destacou, ainda, características como criatividade, flexibilidades, intensidade, dentre outras, que considera serem típicas da mulher e um diferencial importante a ser valorizado.
A mesa seguinte foi a 'Mulheres no Mundo da Tecnologia' com quatro engenheiras eletricistas e uma engenheira de computação. As professoras Juliana Borin, do Instituto de Computação (IC), e Letícia Rittner, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC), ambas da Unicamp, junto da pesquisadora Vanessa Testoni, do Samsung Research Brasil e da engenheira Paula Paro Costa, pesquisadora da FEEC e integrante do Programa Mulheres na Engenharia (Women in Engineering) do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE).
Neste bloco houve a participação on line, diretamente de Washington, da também engenheira eletricista Clarissa Loureiro que é presidente do IEEE Wie-Unicamp, debatendo os desafios, interesses e motivações de mulheres em carreiras de ciências exatas, engenharias e computação no Brasil. Paula Costa destacou as estatísticas referentes à participação de mulheres em carreiras de ciências exatas e apontou, a partir de dados do Diretório de Grupos de Pesquisa do CNPq, no ano de 2010, que na Física a participação das mulheres alcança 20%, na engenharia aeroespacial atinge 22%, na engenharia mecânica chega a 14%; nas engenharias naval, oceânica e elétrica atingem apenas 13%. Tais indicadores não revelam modificações significativas, mostrando que é baixa a presença das mulheres nestas áreas. 
Coisa de menina
Letícia Rittner e Juliana Borin destacaram que pesquisas realizadas com jovens, em fase de escolha de carreira profissional, apontaram duas razões que os influenciam: primeiro o incentivo das mães e o papel destas na educação dos filhos; segundo os professores e a capacidade destes em identificar habilidades de aprendizado nas crianças. Vanessa Testoni, da Samsung, aprofundando o papel das mães na escolha profissional dos filhos declarou “mães nunca digam para seus filhos que a mamãe ajudará nas tarefas da escola, mas matemática é com o papai”. Isto cria esteriótipos de que raciocínio lógico e matemático não é coisa de mulher. Clarissa Loureiro declarou que a engenharia pode ser usada para ajudar pessoas. Ela como pesquisadora de sistema com aplicações na área médica precisa entender muito de biologia para desenvolver aplicações que tratem doenças como o câncer, por exemplo.  
A mesa de tecnologia trouxe uma mensagem importante: “Engenharia também é coisa de menina”, como sugere Vanessa. Ainda, atividades lúdicas e inserção do conhecimento computacional na rede municipal de ensino, incentivando professores a partir de novos conhecimentos para que estes repassem aos seus alunos, pode ser uma importante política educacional.

O seminário encerrou com a 'Palestra Magna', ministrada pela convidada de honra, Heloísa Covolan, coordenadora de Responsabilidade Social de Itaipu Binacional e vice-presidente do Pacto Global Brasil. Ela destacou a necessidade de fortalecer os organismos de gestão de políticas públicas para as mulheres, e incentivou a ampliação da participação feminina nos espaços de poder e decisão. Ainda, sugeriu a implementação de formas de combater a violência contra a mulher – Patrulha Maria da Penha, prevenção de violência contra presidiárias e humanização das condições de cumprimento da pena; a criação de programas de empreendedorismo e economia solidária para a mulher; a atenção à saúde, sobretudo, o atendimento integral aos principais agravos ginecológicos e às mulheres com câncer de mama e útero; e programas de inclusão da igualdade de gênero nas escolas e empresas.

 

 

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