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Conheça e se emocione com histórias de algumas mães da Cohab

06/05/2014

Ser mãe é algo tão sublime, uma tarefa tão especial e divina, que é praticamente impossível definir, explicar e compreender na essência, a não ser que você seja uma delas. A maternidade ou a criação da vida humana adquire uma dimensão tão especial que o próprio Deus optou por compartilhar com a mulher esta dádiva.

Historicamente, o “Dia das Mães” também conhecido como “Dia da Mãe”, é uma data em que se homenageia a maternidade. Em alguns países as mamães são homenageadas no segundo domingo do mês de maio, como é o caso do Brasil. A data tornou-se oficial em 1932 por determinação do ex-presidente Getúlio Vargas. Em Portugal, por exemplo, a data é comemorada no primeiro domingo do mês de maio.

A idealizadora dessa homenagem na forma atual é a metodista americana Anna Jarvis, filha de Ann Maria Reeves Jarvis. No dia 12 de maio de 1907, dois anos após a morte de sua mãe, Anna Jarvis criou um memorial e iniciou uma campanha para que o Dia das Mães fosse um feriado reconhecido. Ela obteve sucesso ao torná-lo reconhecido nos Estados Unidos e, assim, a data foi celebrada oficialmente pela primeira vez em 9 de maio de 1914.

Escolhemos aleatoriamente, aqui na Cohab-Campinas, algumas mães para que elas pudessem compartilhar conosco um pouco de suas histórias. Elas prontamente aceitaram como forma de dividir as alegrias e angústias e, ao mesmo tempo, homenagear todas as mães no próximo dia 11, segundo domingo de maio, Dia das Mães.

Confira alguns depoimentos emocionados dessas mulheres que fizeram de tudo em prol do sonho de ser mãe:

 

 

Rosana Ap. Pavani Martelli

Eu me casei em 1990 e minha primeira filha nasceu dia 9 de agosto de 2004, após 14 anos de tentativas. Mas nem tudo foi tão simples assim. De 1990 a 2003 ocorreram quatro abortos espontâneos, alguns deles decorrentes de sete procedimentos de fertilização “in vitro”. A Giovanna nasceu após a 8ª fertilização “in vitro”.

Quando a Giovanna completou três anos de idade, resolvi que queria dar um irmão a ela, motivo pelo qual apostamos e tentamos em apenas mais um procedimento de fertilização, visto que não disponibilizávamos de recursos financeiros para esse investimento. Porém, a tentativa foi frustrada.

À época, o nosso médico nos ofereceu, gratuitamente, mais uma tentativa através de fertilização “in vitro”, ficando às nossas expensas apenas os medicamentos, caso o resultado fosse positivo. Essa atitude foi justificada pelo médico como maneira de compensar o nosso esforço durante tantos anos. Eis que em 18 de janeiro de 2009 nasceu o Vinícius, pela bondade do médico, e principalmente, pela vontade de Deus! Nos dois períodos de gravidez, por ordem médica, fiz repouso absoluto, me levantando apenas para ir ao médico e para tomar banho.

Valeram os 10 procedimentos de fertilização “in vitro”, além das diversas cirurgias as quais me submeti nesse período.

Sonia Domingues
MÃE

Sinto-me uma delas, sem nunca ter passado pelo processo conhecido por todos nós, cujo nome é gestação.

Quando conheci o Sebá, meu companheiro há 26 anos, fazia parte do pacote duas meninas lindas de cabelos cacheados, Ligia e Julia; à época, a primeira com quatro e a segunda com dois anos. Logo de início me apaixonei por elas, afinal eram filhas do grande amor que havia encontrado, portanto até aí foi tarefa fácil. O difícil foi identificar a maneira mais adequada de agir, afinal de contas eu era apenas a Sonia, a madrasta, a ...... mas, entre erros e acertos, aos poucos fui conquistando a confiança, amizade e o amor delas e juntos descobrimos o melhor caminho.

Em cada fase tentei participar, sempre de alma limpa e coração aberto. Havia momentos de cumplicidade e outros de distanciamento. A obrigação não existia, mas o compromisso e o desejo de contribuir na formação delas sim.

Quando as conheci o meu olhar ficou voltado para o mundo infantil, sempre que possível tinha um mimo aguardando a chegada delas, era muito gostoso ver aquelas carinhas lindas e ingênuas abrindo as lembrancinhas. Na nossa casa tinha o espaço delas como se ali morassem, com suas roupas e brinquedos, sempre na expectativa dos finais de semana e férias escolares para que eu pudesse desempenhar meu papel de “mãe de fim de semana” como elas mesmas definiram.  

Eu creio que ser mãe, não significa necessariamente gerar vida, mas sim amá-la, dedicar-se a ela com uma dose de responsabilidade. O resto é conseqüência natural do processo.

E assim caminhamos, o ciclo se repete e hoje fico esperando os sábados para desempenhar minha função, agora de avó da minha doce e querida Clara.

 Lairce Cardoso

Muito prazer, sou mãe adotiva.

Sou a nona filha de uma família cheia de filhos, de netos, enfim, de muita gente. E ao contrário de todos da minha família, me casei um pouco mais “madura”.

Tive a felicidade de engravidar logo depois de me casar, mas foi também uma triste experiência: sofri um aborto espontâneo no quarto mês de gestação. Por algum “defeito de fabricação” que desisti de descobrir qual era, depois da batelada de exames que enfrentei, não engravidei mais e ainda veio o difícil diagnóstico de que não poderia mais ser mãe biológica.

O processo de inseminação foi descartado logo de cara, primeiro, por causa da idade, e depois porque não me senti nem um pouco confiante.  

Adotar... esta foi a nossa decisão.

A partir da decisão, o processo foi tão tranqüilo e tão bem aceito por todos que nem eu nem meu companheiro tivemos dúvidas, em qualquer instante, de que assim deveria ser nossa história. Depois de muita burocracia e de muita ansiedade, numa espera de aproximadamente três anos, em maio de 2008, véspera do dia das mães, conhecemos o Lucas com um ano e dez meses, candidato à adoção.

Em 13 de Maio de 2008, o recebemos pela primeira vez em nossa casa com um termo de responsabilidade. Hoje ele é o Lucas Otávio Cardoso da Silva, registrado em nosso nome, é nosso filho, fará oito anos em 20 de junho e está cursando o terceiro ano do ensino fundamental.

Ama futebol e há um mês foi convidado para treinar na Escolinha do Corínthians, time do coração e também do pai. Adora música e, é claro, conhece todos os “MCs” da vida. É uma criança feliz, peralta e, como todo filho, dá um trabalho lascado.

Lucas sabe da adoção e, também por ele, tenho certeza da plena aceitação. Há mais ou menos um ano fui chamada na escola e a professora contou-me que numa apresentação sobre a história da família, o Lucas desenhou duas mulheres, uma com um bebe (assim parecia o desenho) na barriga, explicando que aquela mulher tinha lhe dado a vida, e a outra mãe com um bebe no coração, contando que aquela era sua mãe, e nesta tinha meu nome.

Tenho certeza que fui abençoada por Deus, porque não tivemos nenhum problema de adaptação por ambas as partes, assim como por todos que nos cercam. Tudo foi se acertando perfeitamente, no tempo certo, e o Lucas encaixou-se feito luva na nossa vida. Hoje, nem consigo imaginar um história diferente para nós.

Já li e ouvi muitas vezes que a adoção é um ato de amor, também acho que é, no entanto me pergunto, para quem? Porque depois do Lucas, parei de questionar muitas coisas sobre a vida e aprendi a aceitar com mais sabedoria aquilo que é preparado para nós e, quanto à minha maternidade, está muitíssimo bem resolvida, obrigada.


Sidnéia Nascimento

Sou agradecida a Deus por ter concedido o privilégio de ser mãe do Pedro, que é uma benção em nossas vidas. Quando Pedro tinha um ano e 10 meses, foi diagnosticado que ele era portador da Hemofilia B, uma doença genética que ocasiona sangramento. As pessoas que são portadoras da Hemofilia não contêm os fatores de coagulação em quantidade suficiente para interromper o sangramento.

A princípio foi um “baque” muito forte ao receber essa noticia, mas aos poucos fui me adaptando e superando mais esse desafio que Deus colocou em nossas mãos, me concedendo sabedoria para cuidar e ensinar o pequeno Pedro.

Hoje, o Pedro tem oito anos é uma criança saudável, dentro dos limites, faz tratamento utilizando a medicação que é o Fator IX, quando há necessidade, geralmente quando tem sangramento interno ou externo. Temos todos os cuidados necessários para que o Pedro tenha uma boa qualidade de vida.

Sou uma mãe feliz, agradecida a Deus, me sinto privilegiada e, através dessa experiência, pude aprender a valorizar e agradecer a Deus por cada dia de vida do Pedro.

“Pedro: benção de Deus em nossas vidas... Nós te amamos”.

Rita Hennies

Instinto materno

Eu não tinha muita certeza sobre o fato de possuir ou não o tal “instinto materno”. Demorei um bom tempo para decidir realmente pela maternidade. Primeiro porque, depois do Ensino Médio, fiquei exatos 10 anos sem estudar, por não ter condições de arcar com os custos de uma faculdade. Tempos depois, em 2004, vencida a batalha pela conquista do diploma de graduação, entrei numa segunda luta: a de conquistar um lugar ao sol no mercado de trabalho, a partir dos 30 anos.

Mas, bem lá no fundo, eu pensava: “Eu não tenho instinto materno. Eu não sinto o que ouço as mães dizerem sobre os filhos. Como poderei ser mãe?”
Aos 34, depois de casada e com certa estabilidade de emprego, decidimos que era a hora. Vieram outras dúvidas, medos, e, de repente, lá estava eu constatando a primeira gravidez pelo exame de sangue, no laboratório.

Passados dois meses e meio, no entanto, fui surpreendida por um sangramento inesperado, em casa. Corri para a maternidade sozinha, com uma ponta de esperança, porque sabia de outros casos parecidos em que as mães conseguiram levar a gravidez até o final. Mas foi em vão. O diagnóstico, assim como o modo pelo qual a notícia me foi informada pelo médico, ainda na sala de ultrassom da maternidade, foram incisivos e cortantes: “Seu bebê está morto”. Assim, sem dó nem piedade.

Senti uma dor profunda em meu peito, inexplicável, muito maior do que a raiva que sentia do médico, que me informou sobre o ocorrido de maneira tão grosseira, num momento em que a mulher se sente mais fragilizada. Pensei: “Ok, estou acostumada a lidar com a realidade do factual, nas apurações jornalísticas, com o que muitas vezes causa medo, indignação, repugnância ou comoção. Eu vou superar essa situação”. Mas, ao contrário, quando cheguei em casa desabei, literalmente, e ao chorar compulsivamente, senti algo diferente aflorar de dentro de mim, do nada. Era como se estivesse de luto, como sinto até hoje, porque isso não se esquece.

Enfim, depois de uma segunda tentativa frustrada, em 25 de setembro de 2009 vi o rosto do João, meu filho, pela primeira vez. Ele chorava ainda dentro de meu ventre. E continuou chorando, enquanto era examinado e higienizado. Foi quando a enfermeira, que acompanhava a minha cesária, o trouxe para perto de mim. Chorando, meio anestesiada ainda, lembro-me de tê-lo acalmado dizendo: “Oi, filho, oi João! É a mamãe...” Ele parou de chorar imediatamente e abriu os olhos, demonstrando que me reconhecia. Dei um beijo terno nele e soube, naquele instante, que já era mãe desde a primeira perda gestacional.

O João Hennies Alécio – minha vida - completará 5 anos, é forte, falante, simpático e desinibido, além de roqueiro e baladeiro dos bons. Curte Queen, Led Zeppelin, além de um bom funk. E adora contar aos amigos, diversas vezes, sobre como parou de chorar, quando nasceu, porque reconheceu a voz da mamãe. Não é lindo, meu pequeno?

 

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